A Meta apresentou o Muse, um agente pessoal que não fica limitado a responder perguntas. Ele pode abrir páginas, preencher formulários, acompanhar projetos e continuar trabalhando mesmo depois que o aplicativo é fechado.
O serviço tem aplicativo próprio e também pode receber pedidos diretamente pelo WhatsApp. Essa integração, porém, acompanha a disponibilidade do Muse e ainda não significa liberação para usuários brasileiros.
O que o Muse promete fazer
Segundo a Meta, o agente pode:
- pesquisar e comparar opções na internet;
- organizar tarefas e metas de longo prazo;
- preencher formulários;
- preparar compras e reservas;
- acompanhar mudanças e avisar quando algo exige atenção;
- criar documentos, páginas e painéis;
- lembrar preferências informadas pelo usuário.
Um exemplo apresentado pela empresa é transformar uma receita salva no Instagram em uma lista de compras, considerando restrições alimentares que o agente já conhece.
Como ele funciona pelo WhatsApp
A conversa foi desenhada para parecer uma troca de mensagens comum. A pessoa envia uma tarefa, pode acrescentar informações antes de o agente terminar e recebe avisos quando existe uma novidade relevante ou uma decisão pendente.
O Muse também trabalha com metas. Em vez de receber apenas um pedido isolado, ele pode dividir um objetivo em etapas, acompanhar o progresso e sugerir o próximo passo.
O que ele faz sozinho — e o que precisa de aprovação
A Meta informa que o Muse pode navegar e pesquisar sem interromper o usuário a cada página. Para ações mais sensíveis, como enviar um e-mail ou concluir uma compra, o sistema deve parar e pedir aprovação.
O aplicativo mostra um histórico de atividades e as permissões concedidas. A pessoa também escolhe quais serviços serão conectados e se o agente poderá apenas ler ou também agir em cada um deles.
Privacidade e segurança
O Muse funciona em uma máquina virtual dedicada na nuvem, chamada Muse Secure VM. Nela ficam o agente, os arquivos e as credenciais dos serviços conectados.
A empresa afirma que:
- um sistema separado verifica ações antes de elas chegarem à internet;
- o agente não enxerga diretamente senhas ou meios de pagamento armazenados;
- o usuário pode desconectar serviços e alterar permissões;
- é possível pedir para o Muse esquecer informações específicas;
- as conversas e os dados da máquina virtual não são enviados aos sistemas de anúncios da Meta.
Essas são garantias divulgadas pela própria empresa. Antes de conectar e-mail, calendário ou arquivos, vale ler os controles disponíveis na versão que chegar à sua conta.
Já posso usar no Brasil?
Ainda não. O lançamento inicial está acontecendo nos Estados Unidos. A Meta diz que o serviço é gratuito para a maior parte dos usos e terá planos pagos para quem precisar de mais capacidade, mas não publicou preços nem calendário para outros países.
Evite páginas que prometem “ativação antecipada” em troca de senha, código recebido por SMS ou instalação de aplicativo fora das lojas oficiais.
O que conferir quando ele chegar
- Confirme se o anúncio aparece em um canal oficial da Meta ou dentro do próprio WhatsApp.
- Revise quais aplicativos o Muse quer acessar.
- Comece com permissões de leitura e uma tarefa simples.
- Verifique o histórico de ações antes de ampliar o acesso.
- Mantenha confirmação obrigatória para mensagens, compras e reservas.
O Muse é um sinal de como os assistentes estão mudando: eles deixam de apenas conversar e começam a executar tarefas. Quanto maior a autonomia, mais importante fica entender permissões, aprovações e o registro do que foi feito.
TRANSPARÊNCIA
Fontes consultadas
Links e disponibilidade conferidos na data de atualização deste artigo.